facebook Email

Museu da Farmacia

As Vacinas
 

A batalha contra os micróbios conduziu à utilização na cirurgia de procedimentos assépticos e antissépticos; a terapêutica e a medicina preventiva levaram à introdução dos soros e das vacinas.
 
A vacinação contra doenças específicas, isto é, de conceder imunidade contra as doenças, veio na sequência da descoberta empírica de Edward Jenner (1749-1823) que se notabilizou pela descoberta da vacina contra a varíola, ao verificar que os indivíduos portadores da cicatriz cutânea de varíola bovina estavam imunizados contra a varíola. Este facto permitiu-lhe efetuar a primeira vacinação em 1796, sem no entanto demonstrar, nem estar ciente dos efeitos dos microrganismos no corpo humano e do sistema de imunização.
 
O resultado imediato do trabalho de Pasteur e Koch foi o desenvolvimento das vacinas, com a introdução por Louis Pasteur da vacina contra a raiva, em 1885. No início do século XX, assistiu-se ao desenvolvimento das vacinas produzidas através do processo de matar ou tratar os microrganismos, com calor ou químicos, eliminando a sua toxicidade e conservando as suas propriedades antigénicas.
 
A partir dos anos 20, o aumento do conhecimento e o desenvolvimento das técnicas, tornou possível o surgimento de novas vacinas, contra o tifo, a gripe (isolando uma estripe, de cada vez), a poliomielite (1955), a tosse convulsa, o sarampo, a rubéola, e a papeira. As vacinas mais recentes foram a da hepatite B (1982), da meningite (1988) e do cancro do colo do útero (2005).