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Museu da Farmacia

A China Imperial
 

A medicina tradicional chinesa, está vinculada à doutrina cosmológica do Yi-King, o livro das Transformações (Séc. V a.C.), em que se preconiza a existência de um princípio imutável e eterno (tao), que se manifesta em estado de repouso (yin) e em movimento (yang), estados que se sucedem ritmicamente, sem se destruírem nem interferirem mutuamente.
 
A doença é então explicada pela figura legendária do médico PIEN TS´IO (450 a.C.), como um desequilíbrio Yin-Yang. Na época de TSEU YEU (336-280 a.C.) a China recebeu conhecimentos da Índia e do Irão, introduzindo-se então na sua cultura a teoria dos cinco elementos (metal, madeira, água, fogo e terra); a partir de estas teorias construi-se o sistema médico chinês, homólogo ao sistema médico indiano, grego e mais tarde árabe.
 
CHANG CHONG-KING (145-212 d.C.) é considerado como o Hipócrates chinês. Foi o primeiro médico a tentar retirar o véu do misticismo em que se encontrava a medicina chinesa e diferenciou notavelmente os sintomas Yang dos Ying. A sua obra distinguiu-se tanto no Oriente como no Ocidente e terá mesmo influenciado Galeno.
 
A farmacologia chinesa é muito vasta e utiliza inúmeras drogas vegetais, animais, minerais e até produtos exóticos como ossos de tigre, etc. Ao longo do tempo distinguiram diversos autores de inúmeras farmacopeias, herbários e obras dedicadas à alquimia e dietética.
 
Em 1076, durante o período SUNG (960-1127), fundou-se uma botica (yao-kiu) em Pieu-leang (hoje Kaifeng), que iniciou o fabrico oficial de pílulas, pós e unguentos. Para evitar a falsificação de medicamentos, assistiu-se à organização oficial do comércio de medicamentos e a venda ambulante de venenos foi proibida.